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Beto Richa diz que “barbárie” impediu que sua aceitação fosse maior

Após votar hoje pela manhã, no Colégio Amâncio Mouro, em Curitiba, o candidato ao Senado pelo PSDB, Beto Richa, afirmou que a disputa pelo Senado está acirrada por conta de uma “barbárie” – palavra que usou para se referir à sua prisão, que aconteceu no dia 11 de setembro. O ex-governador disse que, antes do acontecimento, sua aceitação vinha crescendo. “Hoje, está tudo embolado devido à barbárie de que fui vítima”, afirmou.

Beto Richa foi preso durante uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga o pagamento de propina relativo ao Patrulha do Campo – programa do governo estadual que faz manutenção das estradas rurais – numa operação que foi batizada de “Rádio Patrulha”. O Ministério Público do Estado do Paraná não informou quais são as acusações contra o ex-governador.

Ainda durante a coletiva de imprensa que concedeu após votar, Beto Richa afirmou: “[a prisão foi] talvez, uma das maiores injustiça já cometidas num período eleitoral na história do Paraná”. Ele disse que não teme a impugnação de sua candidatura. O candidato ao Senado ainda sugeriu indiretamente que apoiaria Jair Bolsonaro (PSL) num segundo turno contra Fernando Haddad (PT). “Num eventual segundo turno, eu sou anti-PT”, disse.