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Com “frio na barriga”, Professor Ivan fecha primeiro dia de sabatinas no Meetcom

Candidato, convidado a participar pela primeira vez de uma sabatina, defende que, caso eleito, vai trabalhar na mobilização popular na luta contra o capitalismo

Por: Livia Mie e Willian Santos de Paula

O primeiro dia do Meetcom terminou nesta quarta-feira (15) com a sabatina do candidato ao governo Ivan Bernardo (PSTU), que trouxe uma proposta de união das classes trabalhadoras para lutar pelo fim do capitalismo. O Professor Ivan, como é mais conhecido, adotou uma postura firme na entrevista e não poupou das críticas nem os partidos da própria esquerda. Em diferentes momentos do encontro declarou que o PT e PSOL são partidos traidores da classe trabalhadora.

Meetcom 2018 – Candidato Professor Ivan, PSTU

Neste momento o Meetcom 2018, Congresso de Comunicação que envolve os cursos de Direito, Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Positivo, recebe o Candidato do PSTU, Professor Ivan.

A candidata do PCO, Priscila Ebara, não pode participar do Meetcom 2018 por conflito de agenda em Brasília.
A candidata do PP, Cida Borghetti, não pode participar do Meetcom 2018 pois irá participar somente dos debates televisivos.
O candidato do PSD, Ratinho Junior, não pode participar do Meetcom 2018 pois alegou que nessas datas estará se preparando o debate de TV Band e tem agenda no interior do Estado do Paraná.

Publicado por Rede Teia em Quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Formado em geografia e professor há 20 anos na rede estadual, o candidato começou a discussão dizendo que seu projeto de governo é o único que defende a ruptura do sistema capitalista. Além disso, reclamou da falsa democracia, já que o PSTU, de acordo com ele, recebe menos de 0,5% de toda a verba destinada à campanha eleitoral.

Professor Ivan durante sabatina no Meetcom. Foto: Paulo A. Sauandaj

Convidado a participar de uma sabatina pela primeira vez, também não poupou a elite, definindo-a como “conservadora e racista”, além de afirmar que é possível “dar um basta ao machismo, racismo e homofobia com a implantação do socialismo”. Além disso, criticou a burguesia e defendeu a classe operária. “A gente acredita no poder da classe trabalhadora e não na justiça burguesa”, repetiu em alguns momentos.

Também foram discutidas questões como igualdade de gênero, violência contra as mulheres, desemprego, mídia e educação. As respostas foram baseadas em superar o sistema capitalista de forma organizada, ou seja, segundo o candidato, é necessário mobilizar a classe operária para derrubar a burguesia.

Questionado sobre a existência de uma experiência histórica sobre a qual se baseia, ele citou a Revolução Russa, ocorrida em 1917, como inspiração. Durante a conversa fez ainda críticas às eleições, acredita que a “democracia burguesa” uma fraude e disse que o tempo de TV de seu partido é “ridículo”. Apesar das críticas, o candidato considera esse espaço importante para que exista um debate de ideias.

Postura incisiva

Quando perguntado por uma aluna sobre a TV Educativa, o candidato falou em controle total da estatal, porém, logo em seguida, afirmou que, caso eleito, não interferiria na produção do canal. Já quando perguntado sobre igualdade de gênero, defendeu que enquanto houver capitalismo vai existir machismo, racismo e homofobia. Como solução apresentou a construção de creches, a legalização do aborto e mais lavanderias para as mulheres. Por fim, para resolver a proposta relativa ao desemprego, o candidato defendeu que punirá empresas que demitam funcionários com a estatização.

Meetcom

O tema do Meetcom é Comunicação Política e faz parte de um projeto interdisciplinar de integração voltado à cobertura das eleições 2018 pelo curso de Jornalismo da Universidade Positivo. Confira a programação completa.

 

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